ANALÓGICO
Neste projeto, os alunos foram desafiados a conceber a capa, lombada e contracapa de um livro já existente à sua escolha, tendo em conta que o design do mesmo teria que ser totalmente original.
Este desafio foi lançado num período de confinamento devido à Covid-19, obrigando a adaptação consoante o que tinham em casa.
Havia total liberdade quanto a tamanhos como ao design do mesmo, no entanto também havia restrições. As letras teriam de ser feitas com fita recortada e não poderiam recorrer a meios digitais, somente a recortes de revistas ou jornais.
O único recurso digital permido seria uma fotografia, que não poderia encontrar-se editada.
A marcação com um X que podemos observar nos livros corresponde ao local onde a fotografia iria intervir.

OS DA MINHA RUA
O meu projeto teve como base o livro Os da minha rua do autor Ondjaki.
Este conjunto de 22 contos descrevem o processo de globalização e o ambiente de Angola nos anos 80 e 90. O livro, através de uma linguagem simples e clara, conta a infância do autor, passada em Luanda.
Ao longo da obra, músicas, lugares, cheiros, lembranças e sensações são nos retratadas, de uma forma carinhosa e ao mesmo tempo calorosa.
O livro celebra a infância, a amizade, a família e as gargalhadas, relembra como as dificuldades se tornam facilidades em criança.
O meu principal objetivo, foi criar uma capa simples, que mantivesse a identidade dos contos e as cores quentes de Luanda.
Para isso, utilizei a parte de dentro de um cartão canelado e recortes de crianças, ilustrando crianças a saltar um muro.
Aproveitei o azul escuro, já presente na capa e contra-capa originais e acrescentei uma frase do livro (que representasse melhor o espírito transmitido pelo livro), juntamente com um ponteiro de relógio.
Na fotografia, optei por representar a terra quente, em que as personagens do livro brincavam e simultaneamente representar a rua presente no título do livro.

A QUEDA DOS GIGANTES
Após a escolha do livro A Queda dos Gigantes do autor Ken Follett, fez-se uma interpretação e pesquisa dos conceitos e princípios apresentados pelo livro.
Sendo uma obra que é passada no contexto do clima de instabilidade do século XX, adota-se a ideia de que nessa sociedade mais distante os meios de comunicação seriam outros, e por isso optou-se por utilizar o papel de jornal para a criação das letras do título e do nome do autor, concebidas através da técnica de type tape. O papel de jornal foi também aplicado como adorno tanto na lombada como na contracapa.
Mais uma vez partindo do ponto de vista de que no século onde está situada a história da obra haveria um clima de guerra e perturbação, este é representado pela longa espingarda que percorre a capa, lombada e contracapa. Estas espingardas são recortadas a cartolina vermelha, no intuito de representar o sangue e a paixão.
Por fim, é escolhido um formato grande, semelhante a um A4, com o objetivo de causar impacto no leitor.

A RAPARIGA QUE ROUBAVA LIVROS
Para este projeto foi escolhido o livro A Rapariga que Roubava Livros de Markus Zusak.
O livro passa-se durante a Segunda Guerra Mundial e é narrado pela Morte. Esta segue a história de uma menina pobre, Liesel, que é adotada por um casal mais velho, seguindo também a sua vida à medida que cresce, faz amigos, rouba livros e aprende a ler, tudo num contexto de guerra. Uma característica interessante do livro é que este aborda como a perspetiva de Liesel acerca da guerra muda à medida que ela cresce.
Foram utilizados materiais como, cartolina, recortes em papel e cartolina, fita adesiva e aguarela.
As ilustrações apresentadas foram baseadas em algumas das capas originais do livro e na história tais como o recorte da rapariga a dançar com a morte e a água vermelha representando o sangue.
Na capa encontra-se o título em inglês “The Book Thief” e o nome do autor Markus Zusak. As iniciais do autor encontram-se de novo na lombada de forma a ser mais facilmente identificado o livro.
A fotografia que ocupa parte da capa e lombada representa uma das cenas principais do livro na qual Liesel rouba um livro diretamente de uma queima de livros e o coloca dentro do seu casaco o que resulta em ficar com as mãos cheias de cinzas e uma queimadura no peito causada pela temperatura do livro. A escolha de representar esta cena através da fotografia foi feita por ser uma das cenas em que é possível ver a personagem principal a enfrentar a sociedade nazi em que vivia quebrando as suas regras da forma que sabia melhor.
Na contra capa, para além da ilustração que demonstra a ligação de Liesel com a narradora da história, a morte, existe uma frase que representa de uma forma geral a história do livro pois existe de facto uma coragem criada na personagem principal através da sua aprendizagem das palavras e dos livros.

1984
O livro de 1984 trata de forma ficcional uma das grandes mazelas contemporâneas, o absolutismo. Tudo gira em torno do big brother, um líder máximo que assumiu o controle após uma guerra de escala global e que monitora os pensamentos e atitudes de toda a população.
O personagem principal, Winston, detesta o sistema mas só expressa o seu ódio através das páginas do seu diário, até conhecer uma mulher, Júlia, que incita o seu sentimento transgressor.
Tendo por base o pensamento e o espírito revolucionário do personagem principal optou-se por utilizar uma estética construtivista para esta nova edição uma vez que o construtivismo foi desenvolvido na Rússia durante o século XX em um ambiente de transformação que iria conduzir à revolução russa em 1917.
Esta Estética foi alcançada através do recorte e posicionamento dinâmico das letras, como também através de uma ilustração geométrica e quase abstrata.
A ilustração em questão representa o constante controle e fiscalização da população feitos pelo big brother em seu governo ditatorial.
Em relação às cores, optou-se por utilizar o preto, o branco e o vermelho por serem cores que contrastam bastante entre si, representando o choque entre as ideias do personagem principal e do governo ditatorial onde este está inserido.
Na contracapa utilizou-se um excerto emblemático emblemático do livro que acaba por sintetizar toda a história.
Já na fotografia optou-se por representar um olho para reforçar a frase da contracapa.

FIGHT CLUB
Para o projeto 2 escolhi o livro Fight Club de Chuck Palahniuk.
O livro aborda sobre o narrador da história, um homem mundano que vive num meio capitalista, dependente do trabalho, bastante consumista, que após um incendio misterioso na sua casa conhece Tyler que é completamente o oposto a ele e que apoiava essa libertação e revolta às regras, ao consumismo e ao capitalismo, criam então o clube de combate e que depois disso bastantes outros acontecimentos surgem.
Foram utilizados variados materiais como a fita adesiva e de tecido, recortes de cartolina, de revista e de feltro autocolante.
Na capa está presente a ideia mais violenta da história, com o sangue, as explosões, o fato e gravata à ideia do mundo do trabalho por parte do narrador
Foi usado o título em inglês porque era mais pequeno, ajudando a compor mais facilmente na capa. Na composição, as letras são retas, em junção com dois filmes a intervir no título, em referência ao emprego do Tyler e no facto de ele intervir nesses filmes, com esta intervenção o título fica ou pouco oculto, em referência às duas primeiras regras do clube de combate.
Na contracapa encontra se a fotografia no lado superior nesta presente uma ligadura suja de sangue pendurada e uma sombra de alguém a apontar uma arma sob ela no qual fazem referência a símbolos destacantes na obra, a ideia das explosões e a destruição com um prédio, este que representa o capitalismo, o trabalho e a realidade das regras. Com a mesma simbologia da explosão está presente um símbolo de um macaco com um capacete espacial com uma tira vermelha, em referência a um grupo vândalo dos “macacos espaciais”.
Na lombada foi também utilizada a tira vermelha para cobrir a área e com o mesmo estilo de tipografia que na capa para informar o título e o autor.

CAÇADORES DE GOBLINS
Para este projeto, escolhi o livro Caçadores de Goblins, trata-se de um livro de aventura num mundo igual ao nosso mas com “Goblins”. As três cores que escolhi foram o preto, amarelo e azul, que são as cores do livro original.
Na capa fiz vários recortes ,tanto para o titulo do livro como para as silhuetas de Goblins (Monstros), que por sua vez, vão interagir com a fotografia que decidi colocar na capa, para dar a ideia de como seria se os Goblins existissem no nosso mundo, e por também interpretar uma parte da história do livro.
Na lombada, fui por um lado mais simples, utilizando os recortes para escrever o nome do livro a amarelo por cima de uma faixa preta.
Já na contra-capa, ilustrei um amuleto/símbolo que tem um grande papel na história do livro. Para o fazer utilizei recortes de diferentes cores, e devido a serem várias camadas o amuleto fica um pouco mais saido para dar mais ênfase á importância dele na história.

HISTÓRIA DE UMA GAIVOTA E DO GATO QUE A ENSINOU A VOAR
Zorbas é um gato grande, preto e gordo cujo os donos foram de férias e deixaram-no sozinho em casa.
Um dia, uma gaivota apanhada por uma maré de petróleo, momentos antes de morrer deixa ao cuidado deste gato um ovo que continha a sua filha. Seguidamente fez Zorbas prometer que não comerá o ovo e que a ensinará a voar, para isto, ele contou com os seus amigos gatos e por fim acaba por conseguir realizar o prometido.
A fotografia escolhida foi a de uma varanda pois, grande parte da ação do livro passa-se na varanda da casa onde este vive.
Esta foi colocada passando da capa para a contracapa, atravessando a lombada, com o objetivo de dar continuidade à dinâmica criada pela capa e deste modo tornar mais intuitivo que quando o leitor pegue no livro veja primeiro a capa e de seguida vire para observar a contracapa.
Apesar de ser uma história aparentemente infantil esta também mostra ter uma mensagem bastante nobre e nada infantil e isto leva-nos à escolha da letra. Aparentemente é uma letra infantil, no entanto, tem um grande peso visual.
A palavra “voar” (que podemos observar na capa do livro) está disposta por forma a dar um mair dinamismo e fazer uma maior oucupação da página.
A escolha das cores (preto e branco) deve-se à cor dos animais que nos apresentam como personagem principal e de forma a dar um maior destaque a estas cores, sem que perdessem a harmonia, escolhi o tipo de papel (kraft).
A ilustração é simples, sendo apenas as silhuetas dos animais, pois o autor vê estes animais não apenas como tal, mas como símbolos também: o gato é o símbolo de generosidade, responsabilidade, sabedoria, solidariedade, cooperação e honra; a gaivota é o símbolo de espírito comunitário, entreajuda e organização.




















