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DIGITAL

Este projeto visa a criação de um objeto de Design Editorial com base no tema CUIDAR

Foram sorteados nomes aos quais apenas se poderia repartir da palavra sorteada ou acrescentar outras, para dar origem à identidade visual.
Posteriormente, cada aluno escolheu uma música sobre o tema do projeto e partiu para a execução do mesmo.

Como obrigatoriedade tinham o formato 140x400mm, podendo este ser ao alto ou ao baixo, como também passar pelas tecnologias de meios digitais, fotografia e serigrafia.

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WHERE IS THE LOVE?

Por Francisco Azevedo.

Ao longo deste objeto editorial recorri particularmente a imagens reticuladas e a altos contrastes com o intuito de acrescentar impacto visual ao trabalho. Também tive recurso a texturas que utilizei de fundo principalmente nas paginas mais claras de modo a enriquecer a identidade visual única da minha editora. 

Sendo o nome da música Where is the love? acabei por optar em tons de vermelho para a capa devido a sentimentos que a cor desperta em relação a amor e paixão. 

Decidi utilizar papel reciclado como suporte do meu trabalho de acordo com os princípios sustentáveis da Editora Cobiço

Em fotografia decidi explorar um pouco do lado abstrato através de uma técnica que consiste em longa exposição resultando em arrastamento dos elementos.

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HAVE A CIGAR

Por Marina Nogueira.

Com o objetivo de corresponder a um dos temas propostos no briefing optei por escolher a música Have a cigar da banda Pink Floyd, uma vez que a mesma corresponde a uma crítica contundente à indústria musical e fonográfica ao expor a frieza, a hipocrisia e o uso desmedido de poder por parte dos empresários e outros constituintes desta mesma indústria que pretendem sempre influenciar o artista de modo a gerar lucro. Sendo assim a música escolhida vai de encontro ao tema do “mundo do trabalho” já que expõe os problemas e dificuldades de um determinado contexto de trabalho.

De modo a comunicar a música visualmente optei por definir como código de cores da edição o preto e o branco, pois acredito que o contraste formado através da junção destas duas cores consegue comunicar de forma eficaz a tenção sentida pelo artista ao ser inserido na indústria musical.

Com a finalidade de conferir coesão ao objeto final, procurei inserir, além do código de cores, outros elementos de ligação entre os cadernos, como por exemplo a repetição do uso de letras feitas à mão de modo a representar, através do carácter manual e rústico da tipografia, a arte de um determinado artista que é influenciada pela indústria que este se encontra inserido.

Relativamente à capa da edição procurei, através do título incorporado ao braço da personagem, como uma tatuagem, representar a hipocrisia que está impregnada na indústria musical e também, através do enquadramento desequilibrado da fotografia retratar a dinâmica de poder entre o produtor musical (representado pela mão que acende o cigarro) e o artista (representado pela mão que segura o cigarro) já que um possui muito mais poder que o outro.

Nas duas primeiras páginas do primeiro caderno de meios digitais decidi introduzir um pequeno texto informativo sobre a banda e a música em si, pois, acredito que ao comprar ou entrar em contacto com um objeto de design editorial que tenha como tema principal uma música o leitor sinta uma curiosidade e um interesse natural em relação à banda.

Nas demais páginas do segundo caderno optei por representar, através da tipográfica feita à mão, com uma característica rústica e imperfeita, e através da textura do papel, a arte deste determinado artista, que ainda se encontra em estágio de desenvolvimento e é alterada e moldada de acordo com a indústria que se encontra inserida.

O terceiro caderno, que corresponde ao caderno de fotografia, teve como sua finalidade a representação da desumanização do artista perante a indústria musical, onde sua arte é vista somente como um meio de obtenção de lucro. Com estas fotografias optei por contar a história de um músico ingénuo que tem seus ideais e identidade artística “sugados” pela indústria.

Ao longo das fotografias decidi sempre recortar a imagem do artista de modo a representar a sua perda de identidade e a desumanização perante a indústria musical.

Relativamente ao quarto e último caderno, que corresponde ao caderno de serigrafia decidi utilizar um tipo de letra mais “agressivo” de modo a retratar a crescente frustração e indignação do artista perante a indústria musical.

Ao longo deste caderno optei por adicionar um efeito mais desgastado às bordas das páginas com o objetivo de retratar o crescente desgaste do artista ao adentrar esta indústria

Por fim, a contracapa representa uma espécie de “conclusão” para a edição pois através da imagem do cigarro a queimar retrata a crescente exaustão e esgotamento do artista após seu envolvimento com a indústria musical.

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LOVE YOURZ

Por Carlota Castro.

A música que escolhi para a realização deste trabalho foi Love Yourz do artista J Cole. Decidi focar-me mais no significado da letra do que no artista em si apesar de ser alguém que admiro bastante. A letra da música fala de amor próprio e gratidão por tudo o que temos, fala também das diferenças sociais e como o cantor evoluiu e teve mais oportunidades na vida mas nunca deixou de valorizar o essencial ou o “básico” devido às dificuldades que já passou. Alguns dos conceitos e ideias principais são a positividade, a fé e a força de vontade que devemos ter para alcançar o que idealizamos.

Na capa decidi tratar uma imagem de página do blog The Elements utilizando o halftone no programa Photoshop, a fotografia foi tirada no concerto em que apresentou a música e portanto achei interessante
utilizá-la para além de ser o que tinha idealizado visualmente, escolhi colocar o nome da música em destaque utilizando as cores amarelo e branco visto que o fundo é preto, cores que decidi utilizar como fio condutor em todo o trabalho, para que a identificação da mesma seja fácil.

Por me ter focado principalmente na letra quis que todos os cadernos interagissem com a mesma então optei por colocá-la na sua totalidade nas primeiras duas páginas e criar janelas que passassem duas partes dessa letra para os outros cadernos onde ilustrei de duas maneiras diferentes o que estas partes da letra queriam dizer, no segundo caderno de meios digitais a positividade com a mesma ferramenta que utilizei na capa mas desta vez numa imagem de um menino africano que apesar de sujo e com roupas bastantes simples está a sorrir e no caderno de fotografia a fé com uma fotografia minha. O tipo de letra que utilizei em todo o trabalho, excepto na legenda na contracapa, na identidade visual e na capa, foi o MarkerFelt para passar a ideia de que foi escrito à mão, por isso também utilizei um tamanho texto maior que o normal nos projetos editoriais para que ficasse a cheio na página, seguindo o mesmo estilo, fiz vários apontamentos como setas e sublinhei algumas partes do texto a amarelo.

Utilizando os mesmos esquemas no caderno de fotografia cortei uma das páginas a meio onde coloquei as fotografias em selo para que mais uma vez o destaque ficasse na letra e na mensagem que esta passa e relativamente ás cores escolhi como fundo a cor amarela e coloquei as fotografias a preto e branco, destaquei duas palavras amor e felicidade e as imagens ilustram estes dois conceitos.

No caderno de serigrafia utilizei uma parte da música que passa a sua essência e mensagem principal, nunca seremos felizes se não gostamos de nos e valorizarmos o que temos e simulei em illustrator o que seria feito em stencil, uma simplificação da capa do álbum onde esta incluída a música que escolhi mais uma vez utilizando as cores amarelo e preto. Na contracapa fiz uma intervenção a tinta numa imagem de Dpak Kanda que é uma simulação do que seria feito em offset.

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REBELLION (LIES)

Por Eva Santos.

Para a criação da primeira publicação da editora Efervescência de um objeto editorial independente, cujo tema seria uma música que trata-se a temática cuidar, eu escolhi a música Rebellion (lies) do grupo Arcade Fire. A letra fala especialmente do necessário abrir de olhos que precisamos para o que acontece à nossa volta na sociedade do século XXI. Como a música gira muito à volta do acordar e adormecer, muitas das minha opções gráficas basearam-se nessa ideia, como na capa e contra capa onde ilustrei duas pessoas, uma acordada outra adormecida. A contra capa é a versão em espelho da capa que faz alusão a “ver as coisas de outra perspetiva” que a música menciona várias vezes. O tipo de letra, (tanto da capa como da contra capa e mais algumas outras partes do projeto) foi escolhida por ser muito crua e dar a sensação de carta que a letra da música de certa forma também dá (quase como se o cantor nos estivesse diretamente a dar um conselho). Nas páginas seguintes (2-7) optei por falar da banda, do significado da música e de rebeliões (StoneWall riots e Women's Strike for Equality) obviamente pelo título ser Rebellion. Em ambas as páginas sobre a banda e as rebeliões recorri a fotos de autores desconhecidos que eu mesma editei e recortei. Na página sobre o significado recorri àquilo que eu já sabia, ao site da Genius e a um website, songmeanings.com, onde as pessoas podem debater sobre as suas opiniões acerca de várias músicas e artistas, que eu usei para tornar essa parte mais

abrangente, mas em especial porque na verdade nunca existe um único significado para nenhuma obra de arte, tudo depende da maneira como o público a visualiza.

Na página 8 optei por um fundo branco e letras pretas que representassem o acordar para a música (tal como a fotografia que se segue), enquanto na página 15 (a penúltima página) escolhi o oposto para representar o adormecer e o fim da publicação.

As fotografias e as risografias do projeto giram todas bastante à volta do lado mais literal da letra como:

“Come on hide your lovers, underneath the covers,

So lift those heavy eyelids” e “Now here's the sun, it's alright! (Lies, lies)

Now here's the moon, it's alright! (Lies, lies)”

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TWO

Por Joana Cardoso.

O projeto editorial independente tem como base conceptual a música Two do projeto musical Sleeping at Last, uma banda onde a luz é o ambiente musical, que usa a palavra CUIDAR como tema.

Ryan O’Neal - o artista por detrás do projeto Sleeping at Last - inspirou-se no teste de personalidade Eneagrama para desenvolver cerca de metade do seu segundo álbum de longa data, Atlas: Year II, que começa na origem da vida e vai evoluindo gradualmente para o que nos torna humanos, aquilo com que já nascemos.

O teste funciona da seguinte forma: responde-se a cerca de 40 perguntas e no final recebe-se um número. Esse número vem com uma descrição, lê-se a mesma e depois ouve-se a música do Atlas: Year II, que tem o mesmo número como nome. Por exemplo, eu pertenço ao Tipo Dois, logo a minha música é a Two.

Depois de pesquisar sobre o Tipo Dois e de ouvir o podcast de Ryan – onde o músico explica não só o Dois, mas também a forma como compôs e produziu a música - percebi que as pessoas que pertencem a esse tipo focam-se mais em cuidar dos que amam, do que propriamente de si mesmas.

Para simbolizar essas ações, Ryan pediu ajuda a somente músicos que pertencem a esse tipo. Só usa instrumentos com cordas para transmitir um som rico e quente.

A música começa com o Dois a convidar alguém para a sua casa, onde pretende dar-lhe todo o conforto e cuidado. À medida que a canção vai continuando, este começa a perceber que também está “estragado” e que é necessário ter amor próprio e cuidar de si, e no final, já o consegue fazer.

Em todas as músicas do Atlas: Year I e do Atlas: Year II, o músico pediu a vários amigos e familiares para gravarem pequenos sons para serem inseridos nas músicas, a esses sons chama de fingerprints (impressões digitais).

Para a capa utilizou-se o preto e o branco e fazer dois recortes circulares para simbolizar a entrada do leitor para a revista, juntamente com a letra “Come in and make yourself right at home, stay as long as you need”

Para separar os cadernos de Meios Digitais dos de Fotografia e Serigrafia, criei uma relação entre capa, separador e contra-capa que fosse inspirada na realização que o Dois tem quando percebe que tem de se amar (a luz). Por isso, uma malha de gradientes foi criada para cada um, a capa é preta e branca; o separador é igual à capa, mas tem cerca de 25% de amarelo e, por fim, a contra-capa é completamente amarela.

Para a ilustração do ADN – que simboliza a inspiração do músico – e do Eneagrama, um tom de amarelo igual ao que é usado na capa do álbum foi escolhido.

Toda a letra é escrita à mão para tornar o projeto algo mais pessoal.

As fotografias simbolizam todas uma parte da música, uma o inicio, outra o momento de realização, e a última, o momento em que o Dois começa a cuidar de si mesmo.

Cada fotografia é acompanhada de uma parte da letra.

O separador de Serigrafia simboliza as Fingerprints que o autor utilizou para Two, foram prolongadas para dar a sensação da duração da música.

Nas duas últimas páginas, realçou-se o último verso da música, onde o músico dá ênfase ao amor próprio do Dois, “I will love without a single string attached”.

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PROTECTION

Por Maria Carlota.

Protection, da banda Massive Attack, foi a música escolhida para o desenvolvimento do objeto editorial, dentro dos temas propostos para a realização do projeto. Esta canção remete para o sentido de cuidar e proteger uma pessoa que nos é querida, passando a mensagem de que independentemente da circunstância a que se esteja exposto, essa pessoa será sempre posta em primeiro lugar. No sentido em que a música representa a preocupação em defender e priorizar uma pessoa que nos é próxima, pensou-se que esta seria a peça musical ideal para abordar no projeto.

Em primeiro lugar, a capa e a contra-capa concebidas para o objeto editorial não são nada mais nada menos que o próprio título da música Protection, a ocupar a página inteira, com recortes que revelam ligeiramente o que se encontra por trás delas. O objetivo desta decisão é marcar o início e o fim do livreto, causando impacto no leitor, que assim que pega no objeto editorial é confrontado com o título simbólico da música, em letras bastante grandes, e que quando acaba de o ler volta a ser confrontado com a mesma palavra marcante.

Foi também concebida uma ilustração que percorre o livreto: um bebé em posição fetal, representando a sua vulnerabilidade. Pensou-se que esta seria a personificação ideal da canção selecionada, pois não existe uma melhor representação de fragilidade do que a figura de um bebé indefeso na barriga da mãe. Assim, a ideia da necessidade de proteção que se obtém ao olhar para o bebé, compõe a mensagem perfeita que se pretende transmitir, em conjunto com os padrões que repetem a ilustração, de modo a enfatizar a delicadeza que a música comunica.

Como meio de ligação entre os diferentes cadernos, foi decidida a utilização de somente branco, preto e cinzento, apenas com ligeiras variações no tom. Estas três cores sóbrias e simples demonstram a seriedade que se pretende passar, numa monotonia que acaba por se tornar contrastante, em que o preto robusto e o branco frágil se envolvem para comunicar a ideia geral da música: que ambas as cores se “protegem” uma à outra.

No decorrer do livreto podem observar-se diversos cortes que, tal como na capa e contra-capa, revelam só um pouco do que virá a seguir. Quando finalmente se vira a página descobre-se o “todo”, aquilo que a página anterior, por momentos, escondeu do leitor. Este efeito não só interliga as ideias e os diferentes cadernos do livreto, como suscita à curiosidade do leitor em virar a página e descobrir o que se esconde por trás dela.

O tipo de letra selecionado para o objeto editorial, Akira, é também bastante impactante, contrastando com a melodia calma e serena da música, em que todo o texto é escrito numa letra grossa e em maiúsculas. No fundo de algumas páginas estão presentes passagens da canção que se consideram dignas de destaque, e por isso são assim repetidas como fundo, embora nem sempre muito evidentes. Para além disso, algumas palavras estão evidenciadas, tanto com preenchimento ou tamanho diferente, por simbolizarem também diferentes ideias a destacar na música.

Quanto à seleção das fotografias presentes, estas foram tiradas com a técnica de pinhole no âmbito de contextualizar o objeto editorial noutro tipo de proteção: a proteção do “eu”. Na maior parte das fotografias cada modelo apresenta uma imagem arrastada da sua figura, como um fantasma de si mesma que a persegue, protegendo-a anonimamente. Estas fotografias representam a ideia de que todos têm um lado protetor dentro de si, que faz com se protejam inconscientemente dos seus medos e inseguranças no dia a dia. Por outro lado, também se pode olhar para estas fotografias, e para a simbologia completa da música em si, como uma referência à pandemia que se está a passar, em que, mais uma vez, há a necessidade de nos protegermos, tanto a nós próprios, como àqueles que nos rodeiam.

O objetivo deste livreto será apelar para o lado mais sentimental e fraterno do leitor, em que a simbologia da música, em conjunto com a sua melodia melancólica, lhe trarão emoções profundas relativamente a pessoas que sejam importantes na sua vida, pelas quais tem carinho e com que se preocupa.

O objeto editorial realizado é, portanto, um trabalho coeso que transmite de maneira clara as ideias da música em questão, e que passa a mensagem pretendida ao leitor do mesmo.

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JUNKY

Por Leonor Pereira.

Para o projeto 1 escolhi a música Junky de autoria da boyband Brockhampton do álbum Saturation II (presente numa trilogia de álbuns). Uma banda famosa pela sua diversidade e representatividade. A música fala sobre os “demónios interiores” de 6 membros da banda, abordando sobre críticas sociais e temas direcionados a abusos e problemas psicológicos e na visão deles com a banda, não só como uma segunda família, mas também como um lugar de reflexão, inspiração e salvação. O objeto editorial foi baseado no estilo alternativo do grupo, como eles exploram a cor, os espaços claros e os escuros, o sentimento, o estilo “caseiro”, os videoclips e os álbuns da trilogia. 

Na capa foi introduzida uma ilustração, nela presente Matt, para dar destaque ao aspeto pessoal presente na música e porque as próprias capas da banda apresentam sempre um dos membros. 

Nas duas primeiras páginas, há uma introdução à banda e aos membros para que consigamos depois entrar num ponto de vista deles mais pessoal, com uma fotografia ilustrada para um melhor entendimento dos artistas da banda que depois irão ser referidos e uma ilustração, no lado inferior, baseada nas introduções dos videoclips do álbum e no conceito da banda. 

Nas seguintes páginas apresentam-se, cada um, cinco membros da banda e os seus versos mais marcantes com a sua respetiva mensagem. A última página do caderno de projeto apresenta Kevin que aborda sobre o orgulho gay e a homofobia, e o caderno de meios digitais apresenta Ameer que aborda sobre o abuso de drogas, Merlyn sobre o facto de ele ter desistido dos estudos para se dedicar à música, JOBA sobre relações de amor-ódio e Matt sobre o machismo. As ilustrações introduzidas nas páginas referidas foram em base tanto no próprio videoclip como a símbolos populares, entrando no contexto dos versos. 

O caderno de fotografia foi baseado no sentimento perante a mensagem abordada e em versos direcionados para a família. A primeira página de fotografia foi com base no Kevin, nesta tem duas fotografias representando o lado que tenta ignorar o problema e o outro que já está farto do sofrimento, na frase incluída apresenta o verso do artista dirigido à sua mãe. As próximas duas páginas foram baseadas no Ameer e no Matt. A fotografia referida ao Ameer foi baseada na perda das funções motoras e por ele “precisar de um exorcista”, apresentada com uma cor vermelha, simbolicamente referida ao diabo, e com a utilização de arrastamento para ter uma noção de perda do equilíbrio, a frase incluída apresenta o verso do artista dirigido à sua mãe. A fotografia referida ao Matt foi baseada na mulher e o machismo, apresentada com uma pessoa do sexo feminino quase sufocada e encurralada “com os problemas que tem de enfrentar” e a frase incluída que apresenta o verso do artista dirigido à sua mãe. A última página foi baseada em Merlyn, as duas fotografias foram baseadas nas fotografias de divulgação para o último álbum da trilogia, destacando a lágrima e os olhares com sentimento de culpa, a frase incluída apresenta o verso do artista dirigido à sua mãe, ao seu pai, à sua tia e às suas primas.

A primeira página do caderno de serigrafia apresenta uma montagem, mostrando o grupo numa visão da ideia de “segunda família” presente e este laço de amizade e profissionalismo. As duas páginas seguintes de serigrafia apresentam uma conclusão à música ao introduzir Dom que aborda sobre os seus traumas do passado e sobre o autoconhecimento desde que entrou na banda, na segunda página foi representada como o passado e os traumas envolvidos sendo esta introduzida uma mão e um “nevoeiro de cor” roxa e na terceira página foi representada como o caminho, uma salvação e a própria banda, introduziu-se outra mão, esta a tentar segurar na primeira e um “nevoeiro de cor” azul.

A contracapa foi inspirada na última parte do vídeoclip e no merchandise da trilogia de álbuns em que que contém duas das variadas identidades visuais que a banda possuí.

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